Entrevista com Ciro Madd

27 02 2007

Eu (Éber Freitas Dias) tive a grande oportunidade de entrevistar o multi-instrumentista e compositor Ciro Madd. Aproveitem!

Olá Ciro! Tudo bem contigo? Para começarmos, gostaria que você dissesse um pouco mais sobre sua vida musical e onde você está hoje.

Bem… Minha vida musical começou bem cedo. Meu pai sempre foi fanático por música, então desde que eu me entendo por gente eu escuto música, e sempre adorava quando meu pai ligava a “eletrola” para ouvir as músicas dele. Com sete anos entrei para um coral de meninos cantores e lá iniciei meus estudos teóricos e também piano e canto. Daí pra frente nunca parei.

E o que o seu pai costumava ouvir nessa época?

Ah, muita música clássica. Chopin, Vivaldi e música italiana como Beniamino Gigli. Acho que o primeiro samba que eu ouvi inteiro eu já devia estar com uns 14 ou 15 anos. Foi um choque [risos]!

Legal! Como você definiria o som que você faz hoje e quais são suas principais influências?

Bem… Hoje acho que a música que eu faço é uma grande mistura de tudo o que eu já ouvi e que me influencia, inclusive o samba! Mas tudo isto em uma roupagem rock. Não conseguiria elaborar uma definição ou rótulo. Minhas influências vão de Baden Powell a Beatles. Tudo que me toca, de algum modo eu sintetizo nas minhas músicas.

Eu bem ia perguntar sobre a música brasileira nesse processo, mas agora deixa!

A música brasileira é a música mais linda do mundo!

Bom, e você sempre realizou este trabalho mais solitário, ou já participou/participa de bandas e etc.?

Na verdade montei minha primeira banda quando eu tinha 13 anos, aliás, com essa idade gravei minha primeira música sozinho num esquema bem rústico com dois gravadores de microfone e tal. Sempre toquei em bandas com som próprio. Dos 16 aos 20 anos praticamente já havia tocado na maioria dos Estados brasileiros, com bandas como o Deep Noise, o Brother Rapp. Paralelamente a isso tocava em bandas profissionais para levantar uma graninha [risos].

Por falar em gravar sozinho, como você encara esse processo caseiro e esse desejo de produzir sua própria música, mesmo sem os recursos mais adequados? Como funcionou pra você e como funciona hoje? Hoje você tem um estúdio caseiro não é?

Boa pergunta. Gravar sozinho nasceu da minha necessidade de, mesmo tento acompanhado excelentes músicos, dar a minha interpretação aos vários instrumentos que eu aprendi a tocar. Adoro todos os instrumentos musicais. Sei que é impossível,mas gostaria de tocar todos. Com relação ao processo técnico, acredito que os melhores estúdios nasceram da coragem dos técnicos em desbravar novos recursos de gravação e de exploração da tecnologia existente. Não me dou por satisfeito nunca. Acho que essa é uma boa dica para que o músico desta geração de “home studiers” é de sempre tentar gravar ou masterizar cada vez melhor.E sim, eu montei um estúdio caseiro e venho tentado sempre melhorar a captação e a qualidade das mixagens e tudo o mais. Acho que é assim que funciona pra mim.

Se alguém quiser visitar o seu estúdio, marcar um dia pra gravar e etc. tem como?

[risos] Claro. Não se trata de um estúdio de última geração, mas acho fundamental ajudar as novas bandas que mesmo tendo ou não recurso financeiro para investir, ainda não sabem muito bem como capturar suas idéias! As portas estão abertas!

Você se considera também um produtor?

Sim, alias, uma das fases mais gostosas de realizar num trabalho é a fase da produção musical, da edição das trilhas, do atualmente denominado “sound design”. Adoro essa parte do caminho.

Mudando um pouco de assunto, como você vê o cenário da música independente no Brasil hoje? Quais as bandas que você acha que tem tudo pra estourar?

A música independente no Brasil é bem legal. Gosto de bandas como Valv, Superbug. Mas andei ouvindo umas bandas bem legais no site da Tramavirtual. Não sou muito bom em mercado da música mas se, por exemplo, bandas como Mopho estourassem na rádio eu não ia reclamar não.

Para finalizar, algumas perguntinhas rápidas! O que tem ouvido ultimamente?

Keane. O último disco é muito bom!

Uhmm… Bebida favorita?

Água tônica com duas rodelas de limão!

E comida?

Uau… Cara, eu sou fissurado por macarronada [risos]!!

E por falar nisso, onde agente pode ouvir suas músicas, adquirir cd’s e etc?

Na página da Tramvirtual [www.tramavirtual.com.br/ciro_madd]! Ou então entre em contato pelo e-mail ciromadd@gmail.com para comprar edições em CD-R dos meus discos!

Certo! Bom eu acho que é isso então! Agente agradece muito a sua participação e desejamos todo sucesso ai na sua vida, seja lá o que isso signifique pra você! Alguma palavra final para seus fãs ou para aqueles que se tornarão fãs de agora em diante?

Primeiramente, muito obrigado a você Éber, pela oportunidade de poder estar aqui! Para os que já conhecem e gostam do meu som gostaria de enviar telepaticamente meus melhores pensamentos! E para aqueles que virão: Sejam muito bem vindos! Valeu!

P.S.: Atualmente Ciro Madd está trabalhando com o selo independente BossaNoise Records para lançar seu primeiro disco cheio intitulado The Last Soup!


Ações

Information

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: